Archive for agosto \14\UTC 2008

Put Out More Flags

quinta-feira, agosto 14, 2008

Custei a acreditar no deslize da BBC Brasil. Já aconteceu de um jornal italiano confundir o ator Daniel Dantas com o banqueiro. Agora é a vez da BBC trocar a imagem de homônimos. A confusão foi com a guerra não declarada entre a Rússia e a pequena Geórgia.

Os russos estão chegando em Atlanta? Na chamada de uma matéria que explica “quem ganha e quem perde na Geórgia“, algum editor se confundiu e colocou a bandeira do Estado americano da Geórgia – terra natal de Jimmy Carter e da CNN (e não de Stalin e Beria) -, numa montagem com as bandeiras russa e americana.

Esta é a bandeira da nação georgiana:

A atual bandeira do Estado americano da Geórgia:

(O Estado já teve outras cinco bandeiras. A versão de 1956, considerada ofensiva por incorporar a Battle Flag, a bandeira confederada, e que provocou críticas durante as olimpíadas de 1996, foi substituída em 2001. Porém, a sucessora não fez sucesso. Obra de um comitê, incorporou todas as bandeiras anteriores e pecou pelo excesso. Acabou sendo substituída em 2003 pela bandeira que a BBC pensou ser do país europeu.

Armas em filmes

segunda-feira, agosto 11, 2008

Hans Grüber: o vilão de Duro de Matar usa Heckler & Koch P7M8

Gosta de armas e filmes e quer saber qual pistola ou metralhadora o personagem usou para matar um inimigo? O Internet Movie Firearms Database responde. (A dica é do Nonsense.)

“The mob has many heads, but no brains”

segunda-feira, agosto 4, 2008

Frases da multidão que acompanhava “Mulher que ameaçava se matar“, hoje, no centro de Curitiba:

“Ela só vai sair do carro quando o Grêmio sair da liderança! Ninguém segura o Grêmio!”, gritou um sujeito, arrancando gargalhadas.

“Se ela não se matar, eu vou lá matar ela. Imagina! Andar duas quadras por causa dela!”

“Tem que dar uma ajudazinha. Ela tá sem coragem.”

“Deve ser a TPM!”

“Ah! É TPM!”, de uma mulher que observava.

“Por que foi escolher o centro?”

“Isso é falta de homem!”

“Se mata logo!”

“Nóis qué trabalhá!”

“Se ela quer se matar, por que não deixam ela? Que exagero!”

“Cheio de serviço e me aparece essa!”, de um passante, depois que já passava das 18h.

“Porra! Fechar a praça por causa dela?”

“Não, eu não tenho pena. Tanta gente doente por aí, e ela com saúde…”

“Só pode ser por causa de homem!”

“Tá grávida? Agora que esse cara [o suposto namorado que morava na praça] some de vez. Esse cara tá longe.”

“Parece que é a mulher de um garçom do [bar] Stuart.”

“Tem que atirar na mão dela!”

“Isso aqui tá parecendo o Rio.”

“Se mata logo!”, grito de uma mulher na janela de um prédio, antes de uma longa gargalhada.

“Cadê a televisão?”

“Por que ela não se mata logo? Fica enrolando…”

“Cadê o carro? Ah… não dá pra ver… Não tem nada para ver aqui…”

“Enquanto ela não se mata os bandidos estão soltos por aí.”

“Se quiser se matar, se mate! Mas atrapalhar o trânsito?”

“Meu carro está ali, bem perto. Eu bem que pensei em estacionar lá”, apontando para a direção oposta, “mas, que merda!, não fui.”

– “Eu quero passar”, diz a mulher com uma sacola.
– “Senhora, só dando a volta na quadra”, informa o policial.
– “Mas eu vou naquele prédio ali.”
– “Não pode. Fica bem na frente da mulher. A senhora não quer ela atire na senhora, né? Em qual prédio que é mesmo?”
– “É… hum… aquele, aquele ali.”

Depois de contar uma série de piadas sobre a situação e tentar passar à força o bloqueio policial, a mulher com a sacola volta à carga:

– “Mas eu preciso passar. É logo ali. Eu vou abaixadinha.”
– “Não, minha senhora. Não pode”, responde o policial.
– “Mas eu preciso levar isso aqui!”, diz a mulher, apontando para a sacola.

Mais piadas (“ela qué o Lula!”), nova tentativa:

– “Mas meu filho está doente!”
– “Que doença ele tem?”, pergunta uma policial.
– “Leucemia!”
– “Hum… não dá, não pode”, responde a policial, desconfiada.

A mulher fura o bloqueio, rindo, mas é detida.

“Se até no Iraque ele vão filmar…”, de um policial explicando para um colega o porquê de ter deixado uma equipe de reportagem passar pelo bloqueio.

“Tem uma ‘psicótica’ com uma pistola num carro. Já efetuou vários disparos. Tá atirando em todo mundo que aparece”, de um guarda municipal.

“Se é uma pistola, ela deve ter um monte de tiros. Quantas balas vai? Doze, catorze?”

(Não ouvi ninguém dizer “Meu Deus!” ou qualquer interjeição de espanto ou tristeza.)