Made in USA

Mulheres trabalhando na construção de um B-17, outubro de 1942. Essas duas fotos de beleza e nitidez extraordinárias, e ainda por cima em cores, foram tiradas por fotógrafos à serviço do United States Farm Security Administration (FSA) e do Office of War Information (OWI) nas décadas de 30 e 40. Essas e outras belas imagens estão disponíveis no Flickr da Biblioteca do Congresso americano. Podem ser só propaganda de uma América talvez bonita demais, mas ajudam a dar cor para uma época que se confunde com preto e branco.

Lend-lease

Stalin teria dito que “guerras se vencem nas fábricas”. A frase pode não ser dele, mas existe muita verdade nela.

Só faltou dizer que se vencem em fábricas americanas.

Em 11 de junho de 1942, quando a sorte na Segunda Guerra começou a mudar, os EUA formalizaram a decisão de estender os benefícios do Lend-Lease (empréstimo e arrendamento) à URSS. Tratava-se de um pacote de ajuda que consistia no envio de armas e outros materiais, com prazos de pagamento à perder de vista – só pra se ter uma idéia do prazo, o Reino Unido pagou a última parcela (US$ 83,3 milhões) em 29 de dezembro de 2006.

Durante a guerra, os EUA enviaram mais de 50 bilhões de dólares em materiais para todos os seus aliados (cerca de 700 bilhões em valores atuais).

Tudo para deter os nazistas e, lá no final, os japoneses.

Dependendo da agenda, costuma-se dar quase todo crédito da derrota nazista aos soviéticos – e na Rússia, o conflito ainda é lembrado como “Grande Guerra Patriótica”. Outras escolas puxam a sardinha para os aliados. Mas os números do Lend-Lease não deixam dúvida sobre o valor da ajuda americana para o progresso das contra-ofensivas soviéticas. (É espantoso o quanto as fábricas americanas produziram no conflito: além de equiparem seu exército – mais de 11 milhões de homens -, os americanos exportaram o excedente para seus aliados, muitas vezes encontrando submarinos no caminho. Tudo isso lutando em dois teatros de guerra e inovando na tecnologia de armas e produção. Enquanto isso, os alemães também aumentaram sua produção, com números menos impressionantes, mas à custa de milhões de escravos e fábricas capturadas.)

Vale lembrar que em 11 de junho de 1942 as batalhas decisivas de Stalingrado e Kursk ainda nem davam sinal de que iam acontecer. Mesmo nelas, a coragem e o medo do soldado soviético – ah, essa frase é de Stalin: “In the Soviet army it takes more courage to retreat than advance” – não teriam sido suficientes sem a mobilidade garantida pelos caminhões e trens Made in USA.

Esse é o total da ajuda americana enviada aos soviéticos (notem o número de caminhões e botas):

Aviões: 14.795
Tanques: 7.056
Jipes: 51.503
Caminhões: 375.883
Motos: 35.170
Tratores: 8.071
Armas: 8.218
Metralhadoras: 131.633
Explosivos: 345.735 toneladas
Equipamentos de construção: US$ 10.910.000
Vagões: 11.155
Locomotivas: 1.981
Navios mercantes: 90
Contratorpedeiros: 105
Torpedeiros: 197
Motores navais: 7.784
Alimentos: 4.478.000 toneladas
Maquinário e equipamentos industriais: US$ 1.078.965.000
Metais não-ferrosos: 802.000 toneladas
Produtos petrolíferos: 2.670.000 toneladas
Produtos químicos: 842.000 toneladas
Algodão: 106.893.000 toneladas
Couro: 49.860 toneladas
Pneus: 3.786.000
Botas militares: 15.417.001 pares

Fonte: Wikipédia

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