Faroeste Caboclo


Trem blindado usado na Revolução de 1932: plus ça change…

A cena que foi ao ar no JN de ontem, o ataque de traficantes cariocas a um trem com dois ministros e repleto de jornalistas – coisa que lembra o filme de guerra O Expresso de Von Ryan ou qualquer produção de faroeste -, proporcionou novas interpretações sobre o estado das coisas no Brasil.

Na visão das autoridades, são elas:

Atirar em autoridades: é sinal de reação às iniciativas sociais promovidas pelo Estado. Os tiros, portanto, demonstram que o governo está fazendo tudo certo. Remover barracos de uma linha férrea é combater o tráfico. Por Tarso Genro, ministro da Justiça.

Ser Carioca: é, nas palavras do ministro Márcio Fortes, encarar como normal um tiroteio e levar com tranqüilidade uma viagem de trem em que todos se jogam no chão por medo de levar chumbo.

A solução: é a) ficar longe das favelas, b) não tirar fotos. Opinião do secretário de Segurança do Rio e recomendação da empresa que cuida dos trens, respectivamente.

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2 Respostas to “Faroeste Caboclo”

  1. Norman Chap Says:

    As quadrilhas do governo e do tráfico estão batalhando pelos corações e mentes dos favelados.

  2. Jean-Philip Albert Struck Says:

    é chato isso. Na imprensa só sobraram as piadas. Trem-bala e “briga de quadrilhas” saíram como pães quentes.
    (Que merda de calor! As formigas estão voltando a atacar aqui em casa)

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