Capa

Nasceu como Endre Ernő Friedmann em 1913, na Hungria. Ficou famoso como Robert Capa e morreu em 1954, quando pisou numa mina enquanto fotografava a Guerra da Inochina. Final triste, mas previsível para um fotógrafo que se especializou em cobrir conflitos. Guerra Civil Espanhola (1936-39), a segunda guerra sino-japonesa (1937-45), a primeira guerra travada entre Israel e os árabes (1948 ) e, claro, a Segunda Guerra Mundial. Na Espanha, tirou a que talvez seja uma das fotos mais conhecidas do século XX (só deve perder para os americanos de Joe Rosenthal erguendo a The Stars and Stripes em Iwo Jima), A Morte do Soldado Legalista (abaixo). Como qualquer foto que ganha notoriedade, a autenticidade de A Morte é bastante questionada. Não importa. Na Segunda Guerra Mundial, Capa esteve em todo teatro que se possa imaginar: Norte da África, Itália, França e Alemanha. Desembarcou na primeira leva de Omaha Beach (a “Omaha Sangrenta”), no Dia D. Bateu uma centena de fotos dos primeiros momentos do desembarque. Um descuido do revelador, a quem ele depois confiou os filmes, destruiu a maior parte das fotos. Só oito sobreviveram. Ainda assim impressionantes, elas dão uma boa idéia da violência da batalha. Só resta imaginar o que havia no material destruído. Não só soldados ilustram as fotos de guerra de Capa: todos os que foram afetados foram retratados. Uma coleção de crianças famintas, os acertos de contas depois da ocupação e ruínas e mais ruínas foram capturadas pelas lentes do fotógrafo. Quando não havia guerra, Capa se ocupava em retratar momentos mais simples da vida, mas não menos fotogênicos e dramáticos: são dele as mais bonitas fotos que retratam o nascimento do Estado de Israel, o cotidiano de Picasso e cenas da política francesa. Em 1947 se juntou com os fotógrafos Henri Cartier-Bresson, David Seymour e George Rodger e fundou a agência Magnum. No ano seguinte, junto com o escritor John Steinbeck, publicou Um Diário Russo (aqui no Brasil saiu recentemente pela Cosac & Naify), livro que mesclava fotografias e texto, mostrando a vida de gente simples no país de Stalin. Um Diário Russo foi bastante atacado, tanto por esquerda e direita, por sua honestidade. Steinbeck e Capa preferiram mostrar a vida cotidiana dos habitantes, passando longe dos clichês de paraíso ou inferno sob governo comunista. Nos anos 50 seguiu para mais uma guerra. Desta vez na Indochina, onde os franceses travavam uma luta que já se arrastava por oito anos contra os rebeldes comunistas. Encontrou a morte no dia 25 de maio de 1954. Seu corpo destruído por uma mina ainda portava a máquina fotográfica quando encontrado.


Capa (fotografando) e Steinbeck, enquanto produziam Um Diário Russo. 1948


Indochina, 25 de maio de 1954, foto tirada no dia da morte de Capa


Troina, Itália, 1943


Os conquistadores soviéticos sendo fotografados em Berlim, 1945


Gene Kelly flutua num ensaio. 1953


Haifa, Israel, 1948. Imigrantes


A Morte do Soldado Legalista. Espanha, 1936

Mais fotos de Capa estão disponíveis no site da agência Magnum
Sim, a mesma que coloca essas logomarcas feias nas fotos acima, mas compensa com um acervo de quase mil fotos do fotógrafo.

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