Na China, nem todos os negócios são da…

By Jean-Philip Albert Struck
South China Mall

Para quem gosta de abandono, o South China Mall deve ser um passeio imperdível

Essa é uma história interessante: o fracasso do South China Mall, o maior shopping center do mundo. Construído em 2005 como mais um símbolo do gigantismo chinês, o South China Mall tem o número impressionante de 1.500 lojas, ou melhor, de quase 1.500 espaços ociosos, já que apenas uma dúzia deles permanece ocupado. As atrações do shopping são reproduções de canais de Veneza e outras paisagens ocidentais, mas elas permanecem quase completamente vazias.

Difícil falar em decadência em apenas três anos, como mostra o site da Bloomberg: o South China nunca pareceu ser um negócio viável. Dongguan, a cidade desse elefante branco, tem mais de 6 milhões de habitantes, mas, como em toda a China, a maior parte da população ganha pouco e prefere economizar.

Descontando a escala monumental e a falta de consumidores, lembra os incontáveis pequenos shoppings brasileiros que foram construídos no começo do Plano Real, e, aos poucos, foram fechando as portas diante da concorrência de empreendimentos maiores e mais atraentes. A revista Istoé, nessa matéria de 1999, mostrou o naufrágio desses shoppings que prometeram muito e acabaram sendo um fracasso.

O jornal em língua inglesa The National, dos Emirados Árabes Unidos, que conta com jornalistas do The Daily Telegraph, The Times e The Wall Street Journal, fez uma excelente matéria sobre o South China Mall (via Boing Boing). De quebra, indica um site americano feito por gente que se interessa em registrar shoppings abandonados dos EUA e Canadá: o Deadmalls.com.

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Uma resposta para “Na China, nem todos os negócios são da…”

  1. Galeb Disse:

    Aposto que será o destino do Palladium!

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